REVISITANDO A RENTABILIDADE DOS BANCOS BRASILEIROS: EVIDÊNCIAS DOS SOBREVIVENTES DA CRISE DE 2008 ANTES DO ATAQUE DAS FINTECHS

Resumo

Nossa pesquisa teve por objetivo analisar os determinantes da rentabilidade dos bancos brasileiros no período de 1996 a 2015, analisando a influência de fatores específicos e macroeconômicos. Nossa amostra é composta por 106 bancos com dados semestrais disponíveis para todos os períodos analisados, com bancos que sobreviveram à Crise de 2008, mas antes de serem atacados pelas fintechs. Para tratar problemas de endogeneidade, foi feito o uso do estimador system-GMM. A rentabilidade bancária foi representada pelo Return on Assets (ROA) e Return on Equity (ROE), como complemento. Nossos resultados gerais indicaram que o ROA é influenciado positivamente pela eficiência, sendo negativamente influenciado pelo risco dos ativos bancários e pela diversificação das atividades. Dentre as variáveis macroeconômicas, a taxa de juros mostrou uma associação positiva com o ROA. O ROE mostrou-se muito mais sensível aos fatores macroeconômicos. Descobriu-se, ainda, que a competição, o crescimento econômico, a inflação e as taxas de juros exercem influência sobre a riqueza gerada para os proprietários dos bancos.

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Publicado
Fev 23, 2022
Como citar
VIEIRA, Carlos André Marinho; PONTES GIRÃO, Luiz Felipe de Araújo. REVISITANDO A RENTABILIDADE DOS BANCOS BRASILEIROS: EVIDÊNCIAS DOS SOBREVIVENTES DA CRISE DE 2008 ANTES DO ATAQUE DAS FINTECHS. Revista Universo Contábil, [S.l.], v. 16, n. 4, p. 27-49, fev. 2022. ISSN 1809-3337. Disponível em: <https://proxy.furb.br/ojs/index.php/universocontabil/article/view/7548>. Acesso em: 06 jul. 2022. doi: http://dx.doi.org/10.4270/ruc.2020422.
Seção
Seção Nacional

Palavras-chave

Lucratividade bancária. Diversificação das receitas. Estrutura de capital. Operações de crédito. Indicadores macroeconômicos.