O capital comercial e a formação da economia-mundo capitalista: dinâmica e padrões de reprodução social

  • Eduardo Barros Mariutti UNICAMP

Resumo

Até consolidar-se a Revolução Industrial, era o capital comercial que pairava sobre a base produtiva da economia-mundo capitalista. Ele articulava pelo alto as diversas formas de produção dispersas pela Europa pré-industrial e definia o papel complementar das regiões articuladas ao continente. Dado que, de maneira geral, o capital fixo exercia um papel limitado no processo de produção, a reprodução da economia-mundo dependia, em grande parte, do capital circulante – que, na era mercantilista, representava a forma predominante assumida pelo capital mercantil. Então, que contribuição daria o capital comercial para a formação da economia-mundo capitalista? O propósito, aqui, é precisamente o de examinar essa questão. As evidências indicam que o modo de produção capitalista acabaria deslocando para os bastidores as formas tradicionais de controle da sociedade sobre o “mercado”, incluindo-se aí os sistemas redistributivos, as estruturas de parentesco, a religião e a magia. A hipótese é de que esse deslocamento pode ser desvelado por um exame cuidadoso dos mecanismos e formas de reprodução do capital mercantil, enfim, das vias que facultaram a sua penetração na sociedade.
Publicado
Jun 4, 2020
Como citar
MARIUTTI, Eduardo Barros. O capital comercial e a formação da economia-mundo capitalista: dinâmica e padrões de reprodução social. Revista Brasileira de Desenvolvimento Regional, Blumenau, v. 8, n. 1, p. 5-26, jun. 2020. ISSN 2317-5443. Disponível em: <https://proxy.furb.br/ojs/index.php/rbdr/article/view/8699>. Acesso em: 25 jan. 2022. doi: http://dx.doi.org/10.7867/2317-5443.2020v8n1p5-26.
Seção
Artigos

Palavras-chave

Capital comercial; capital mercantil; economia-mundo capitalista; mercantilismo.