Arenas de formulação de políticas regionais: uma proposição metodológica

  • Rainer Randolph Universidade Federal do Rio de Janeiro
##plugins.pubIds.doi.readerDisplayName## http://dx.doi.org/10.7867/2317-5443.2015v3n1p005-026

Resumo

Ao analisar a experiência da formulação mais recente de políticas regionais no país, pode-se chegar à conclusão de que nem haja política de desenvolvimento regional no Brasil. É o propósito do presente ensaio travar uma discussão crítica a respeito da suposição da existência, ou não, dessa política. Será mostrado como o julgamento relativo a uma aparente existência, ou não, dessa política precisa ser “desnaturalizada”, à medida que a possível ausência precisa ser compreendida enquanto “não-acontecimento”. Ou seja, ao invés de ficar analisando os elementos de uma proposta que não se reconhece como política regional, é preciso desvendar os mecanismos – as “seletividades” – que impediram seu “acontecimento”. Para essa investigação utilizam-se os conceitos de Claus Offe sobre Estado capitalista, seletividade e arenas politicas que permitirão uma primeira comparação entre diferentes “démarches” na formulação de políticas voltadas ao desenvolvimento regional, realizadas nos últimos 10 a 20 anos, no Brasil. Com isso, visa-se identificar alguns determinantes dessa formulação de políticas regionais que podem contribuir para compreender os seus eventuais “não acontecimentos”.

Código JEL | O18; O20; R58.

Publicado
Nov 30, 2015
Como citar
RANDOLPH, Rainer. Arenas de formulação de políticas regionais: uma proposição metodológica. Revista Brasileira de Desenvolvimento Regional, Blumenau, v. 3, n. 1, p. 005-026, nov. 2015. ISSN 2317-5443. Disponível em: <https://proxy.furb.br/ojs/index.php/rbdr/article/view/4765>. Acesso em: 04 dez. 2021. doi: http://dx.doi.org/10.7867/2317-5443.2015v3n1p005-026.
Seção
Artigos

Palavras-chave

Conselho Regional de Desenvolvimento; consórcios intermunicipais; Estado capitalista; Política Nacional de Desenvolvimento Regional; seletividades.