Os conflitos pela terra no Amapá: uma análise sobre a violência institucionalizada no campo

Roni Mayer Lomba, Júnior Gomes da Silva

Resumo


O texto aborda a dinâmica dos conflitos fundiários no Estado do Amapá. O trabalho resgata a gênese desse processo, apresentado pela política e pela mídia como uma relação pacífica no campo. Na realidade, contudo, o Amapá constitui um dos estados da Federação com significativas incidências de disputas por terra. Para a realização da pesquisa foram coletados dados, especialmente, da Comissão Pastoral da Terra, por meio dos seus registros anuais (Conflitos no Campo); mas também foram realizados levantamentos sobre a dinâmica do campesinato e sua recriação no Amapá. Ficou constatado que a violência no campo está instaurada pela disputa entre camponeses (posseiros, ribeirinhos, extrativistas e quilombolas) e grandes empresas (mineradoras, silvicultoras e agropecuárias), envolvendo inclusive o próprio Estado, responsável pela criação de grandes áreas de preservação sem a regularização necessária.

Código JEL | Q24; Q58; R14.


Palavras-chave


Amapá; campesinato; conflitos por terras; violência.

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DOI: http://dx.doi.org/10.7867/2317-5443.2014v2n2p185-204


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