JOVENS DIRETORES E SEU PROCESSO DE APRENDIZADO

  • Vera Collaço UDESC

Resumo

Constantin Stanislavski delimitava os diretores em dois grupos: os que se formam e os que nascem diretores. E para vir a ser um diretor existe, ainda segundo este pedagogo russo, um longo e sensível percurso a ser realizado pelo aspirante a profissão. Assim, surge a questão inúmeras vezes pontuada pelos estudiosos da mise-en-scène: é possível ensinar uma pessoa a dirigir um espetáculo? Quais os procedimentos mais adequados para este processo de ensino-aprendizagem? No curso de licenciatura e bacharelado em teatro do CEART parte-se do pressuposto que é necessário oferecer aos acadêmicos experiência em direção teatral. Para isso existe duas disciplinas que oferecem embasamento teórico/prático. Estas disciplinas são oferecidas na 7a e 8a fase respectivamente, com uma carga horária de 6 créditos semestrais. Neste primeiro semestre de 2011 estou ministrando a disciplina Prática de Direção Teatral I, e acompanhando 13 montagens elaboradas por 15 acadêmicos da 7a fase do referido curso. Nesta comunicação objetivo debater os procedimentos adotados para desenvolver estas 13 encenações, bem como pontuar as observações resultantes dos encontros teórico-práticos e dos ensaios realizados, pautando-me por questões relativas à escolha e estrutura dos "textos" encenados, seleção do elenco e equipe técnica, organização do trabalho no espaço/tempo, bem como os diferentes processos de elaboração das encenações.


Palavras - Chave: Encenação. Ensino de Direção Teatral. Prática Cênica.
Como citar
COLLAÇO, Vera. JOVENS DIRETORES E SEU PROCESSO DE APRENDIZADO. O Teatro Transcende, [S.l.], v. 16, n. 2, p. 15-29, out. 2011. ISSN 2236-6644. Disponível em: <https://proxy.furb.br/ojs/index.php/oteatrotranscende/article/view/2701>. Acesso em: 23 maio 2022. doi: http://dx.doi.org/10.7867/2236-6644.2011v16n2p15-29.