POLÍTICA DE AMPLIAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL DE OITO PARA NOVE ANOS: SENTIDOS ATRIBUÍDOS POR PAIS DE ESTUDANTES

  • Gracilene Mendes de Souza Nogueira
  • Claudio Pinto Nunes

Resumo

Este estudo tem por objetivo trazer para a discussão os sentidos que os pais atribuem à política de ampliação do ensino fundamental de oito para nove anos.  Refere-se a um momento da construção teórica mediado pela tensão entre o levantamento das hipóteses e as possibilidades de sua discussão na tessitura dos argumentos construídos pelos pais por meio da conversa interativo-provocativa, amparado, teórico-metodologicamente, pelos pressupostos da pesquisa qualitativa e que tem sua legitimidade garantida pelo caráter processual e contínuo do conhecimento a que está submetido. Os resultados apontam zonas de sentidos que se organizam em cinco núcleos: a) relação entre educação infantil e ensino fundamental; b) relação entre pais e sistema escolar; c) falta de informação acerca da passagem de oito para nove anos; d) preocupação com a infância da criança que entra mais cedo no ensino fundamental; e) sentimento de luta existente na tensão entre as determinações do sistema educacional e a condição de participação negada aos pais. Os sentidos que os pais atribuem à política de ampliação do ensino fundamental de oito para nove anos evidenciam um panorama de dissonâncias.

Palavras-chave: Sentidos. Ensino fundamental de nove anos. Pais. Política educacional.

Publicado
Dez 20, 2016
Como citar
NOGUEIRA, Gracilene Mendes de Souza; NUNES, Claudio Pinto. POLÍTICA DE AMPLIAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL DE OITO PARA NOVE ANOS: SENTIDOS ATRIBUÍDOS POR PAIS DE ESTUDANTES. Atos de Pesquisa em Educação, [S.l.], v. 11, n. 3, p. 701-717, dez. 2016. ISSN 1809-0354. Disponível em: <https://proxy.furb.br/ojs/index.php/atosdepesquisa/article/view/5412>. Acesso em: 22 maio 2022. doi: http://dx.doi.org/10.7867/1809-0354.2016v11n3p701-717.
Seção
Artigos