POLÍTICA DE AVALIAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DA CAPES: INGERÊNCIAS E IMPACTOS NOS PPGES

  • Lucídio Bianchetti

Resumo

A partir de uma pesquisa com coordenadores de PPGEs e com orientadores e de referências de autores, trazemos aqui alguns depoimentos e reflexões a respeito das metamorfoses pelas quais veio passando a pós-graduação (PG) em educação nos anos mais recentes, particularmente no que diz respeito à passagem do predomínio da formação de professores para a de pesquisadores, inflexão ocorrida em meados da década de 90. Como decorrência de um rígido processo de acompanhamento e avaliação, assegurado pela vinculação estreita e direta entre esta e o fomento, a CAPES passa a ter ingerência direta na vida dos Programas de PG, interferindo na sua dinâmica funcional e nos seus resultados. Diminuição no tempo da formação dos pós-graduandos; mudanças no processo de orientação; novas estratégias de seleção de candidatos; exigências quanto à quantidade de produção/publicações; participação em eventos entre outros aspectos, acabam evidenciando uma organização e funcionamento dos programas a partir de fortes componentes indutores por parte da CAPES, com pontos positivos e outros que muito deixam a desejar ao nos referirmos a um processo educacional. Convergem os nossos entrevistados, bem como os teóricos, no sentido de que a maior perda situa-se na formação, uma vez que esta demanda tempo.

Palavras-chave: avaliação e fomento; pós-graduação; produção intelectual; formação.

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Publicado
Abr 24, 2007
Como citar
BIANCHETTI, Lucídio. POLÍTICA DE AVALIAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DA CAPES: INGERÊNCIAS E IMPACTOS NOS PPGES. Atos de Pesquisa em Educação, [S.l.], v. 1, n. 2, p. 140-153, abr. 2007. ISSN 1809-0354. Disponível em: <https://proxy.furb.br/ojs/index.php/atosdepesquisa/article/view/36>. Acesso em: 10 ago. 2022. doi: http://dx.doi.org/10.7867/1809-0354.2006v1n2p140-153.

Palavras-chave

avaliação e fomento; pós-graduação; produção intelectual; formação.